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Governo do Piauí “patrocina” precarização da saúde pública nos municípios

Uma reportagem de Gustavo Almeida, do Política Dinâmica repercute as declaração do prefeito de Teresina, Firmino Filho – PSDB; segundo o tucano, o governo do estado tem deixado de repassar a verba do cofinanciamento a vários municípios do estado, em alguns casos os atrasos chegam a 28 meses. Veja a íntegra da matéria do PD.

CHARGE DA INTERNET – Ilustra a situação da saúde pública no estado do Piauí

Ao comentar o atraso no cofinanciamento da saúde nesta segunda-feira (30), o prefeito de Teresina Firmino Filho (PSDB) disse que alguns municípios são tratados de forma diferenciada pelo Governo do Estado. Citando auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE), ele afirmou que alguns municípios estão com 28 meses atrasados, enquanto outros estão com 19.

Para Firmino Filho, não faz sentido alguns municípios terem mais meses atrasados do que outros se a lei prega tratamento igual. Ele classificou a situação como “pouco republicana”. Somente para Teresina, o governo de Wellington Dias (PT) deve cerca de R$ 30 milhões.

Procurada pelo Política Dinâmica, a Coordenadoria de Comunicação Social do Governo do Estado não se manifestou sobre as declarações do prefeito Firmino Filho.

“O próprio Tribunal de Contas do Estado soltou uma auditoria que mostra isso. Além do profundo atraso, tem também o fato de alguns municípios estarem sendo tratados diferenciadamente. Tem município que está com 28 meses atrasados, tem uns com 19 meses, outros com 25. É meio complicado entender porque uns estão atrasados mais do que outros, se a lei manda tratar os iguais de forma igual. Esse tipo de atitude pouco republicana deve ser combatida pelo TCE e pelo próprio Ministério Público”, falou.

Aqui mesmo em União, o governo do estado tem deixado atrasar até 04 meses os repasses do cofinanciamento. Até parece que os atrasos são propositais; como também parece ter sido proposital a municipalização do Hospital, José da Rocha Furtado durante a gestão do petista Zé Barros. Vale lembrar que antes do Hospital de União ser Municipalizado havia um centro cirúrgico em plena atividade! Vários tipos de cirurgias eletivas eram realizadas toda quarta feira no hospital, Rocha Furtado. A partir da municipalização, as cirurgias passaram a ser realizadas a cada 15 dia e depois para quando desse, visto que havia atraso na folha de pagamento da referida casa de saúde. E o centro cirúrgico foi desativado! Em pouco tempo o local estava em ruínas.

O município de União, um dos dez mais importantes do estado, está há 10 anos sem o seu centro cirúrgico! A falta do centro cirúrgico não o único problema na área da saúde em União, mas a situação ao ponto atual a partir da tal municipalização. A partir de então, União teve de “aderir à ambulancioterapia” – transportar os pacientes de ambulância para a capital, dos casos mais simples aos mais complexos, sobrecarregando o sistema de saúde da capital. Como não bastasse a sobrecarga ao sistema de saúde da capital, o governo do estado ainda atrasa os repasses do cofinanciamento da capital, dívida que supera R$ 30 milhões de acordo com o prefeito, Firmino Filho.

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