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AGESPISA culpa o passado pelos problemas de abastecimento de água nos municípios

Durante mais de duas horas, em Audiência Pública realizada ontem – 04/09, na Comissão de Constituição e Justiça – CCJ da Assembléia Legislativa, o presidente da AGESPISA, Genival Lopes, deu explicações a respeito dos problemas de abastecimento de água que afligem todo o Piauí – de norte a sul. Tanto o presidente da Estatal como a equipe técnica da empresa culparam o passado pelos problemas atuais. A audiência Pública das Águas atendeu a um requerimento assinado pelos Deputados: Gustavo Neiva, Teresa Brito, Júlio Arcoverde e João Madson. Vários deputados da base do governo também estiveram presentes na audiência e reforçaram a fala do presidente da AGESPISA. Para o governo, todos os problemas enfrentados pela AGESPISA atualmente a culpa é do passado.

FOTO 1: Audiência Pública das Águas – 04/09 – CCJ/ALEPI

Representantes de vários municípios, incluindo União marcaram presenças e destacaram os problemas pelos quais seus municípios passam. De União somente dois representantes – vereador Júnior Mota (representando a Câmara) e Francisco Marques (Conselho Municipal de Saúde). Júnior Mota destacou a precariedade no abastecimento d’água de União: [na cidade de União os problemas da AGESPISA são inúmeros, por exemplo, foi construído um imenso reservatório, mas ele só consegue armazenar menos de 40% de sua capacidade… o reservatório foi inaugurado antes do concreto secar e logo em seguida apresentou vazamentos por toda a sua estrutura; a estação de tratamento de já está com a capacidade ultrapassada, a tubulação das ruas centrais são muito antigas e estouram com muita facilidade; em fim, uma série de problemas que se juntaram e levaram ao colapso a AGESPISA em União], destacou Júnior Mota.

FOTO 2: Vereador Júnior Mota – União

O presidente da AGESPISA, Genival Lopes garantiu durante a audiência que com a implantação de uma bomba mais potente na captação no Parnaíba já não falta mais água em União. O presidente garantiu que será construída uma nova estação de tratamento de água: [nós já estamos licitando a construção de uma nova estação de tratamento de água para a cidade de União; essa nova ETA terá a capacidade de dobrar a produção de água potável para a cidade e assim resolver definitivamente essa situação], disse Genival – presidente da AGESPISA. Com relação ao reservatório e a troca da tubulação antiga, lembrados pelo vereador, Júnior Mota o presidente da AGESPISA preferiu o silêncio! O governo condiciona as melhorias para o abastecimento de água nos municípios à aprovação de um novo empréstimo no valor de R$ 1,5 bilhão, já em tramitação na Assembléia.

FOTO 3: Presidente da AGESPISA, Genival Lopes

Para o Deputado, Gustavo Neiva – um dos proponentes da audiência, o governo do estado não teria necessidade de fazer novos empréstimos para resolver os problemas que o estado enfrenta: [Basta o governo cortar esse monte de secretarias, coordenadorias e cargos comissionados e já terá bastante dinheiro para investimentos sem a necessidade de endividar mais ainda o estado. Condicionar a resolução de problemas como o de abastecimento de água enfrentados polos municípios do Piauí, inclusive União não é o caminho mais adequado, também não muito adequado culpar o passado pelos problemas atuais. Será que o governador já esqueceu que ele está no seu quarto mandato?], questiona Gustavo Neiva.

FOTO 4: Requerimento Convocando a Audiência Pública das Águas – CCJ/ALEPI

De acordo com as explanações do corpo técnico da AGESPISA, a nova Estação de Tratamento de Água de União, será uma estação compacta orçada em cerca de R$ 500 mil reais. [Esse novo modelo de ETA tem baixo custo em relação ao modelo convencional, custa em torno de R$ 500 mil reais, já o modelo tradicional não sai por menos de R$ 3 milhões de reais], afirmou o presidente da AGESPISA. será que esse “novo modelo de baixo custo” é eficiente ou será parecido com o modelo de ETE – estação de tratamento de esgoto, de União? A ETE de União custou quase R$ 25 milhões de reais e não trata o esgoto, o efluente apenas fica em repouso na lagoa de estabilização para em seguida ser desaguado no Riacho do Raiz – afluente do Parnaíba.

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