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União sem água! O drama continua

União está convivendo com uma grave crise hídrica; em algumas áreas da cidade, há mais de 20 dias que a água não chega às residências. Os bairros: São Sebastião, São Francisco, São Judas Tadeu e residencial Santa Helena são os mais afetados; mas até no centro da cidade existem locais em que a água não chega.

O mais ‘cabuloso’ de tudo é que a tarifa de água ficou mais cara; os hidrômetros são movimentados pelo ar que circula na tubulação, fazendo o consumidor pagar mais cara pelo vento que sai das torneiras. [Quando tinha água, minha conta vinha de R$ 45 reais e agora que só tem vento nas torneiras, meu talão veio de R$ 86,00… é uma sacanagem um negócio desse. … a gente deixa a torneira aberta durante a noite na esperança de aparar um pouco de água enquanto a gente dorme, mas quando amanhece o dia, não tem água nem para lavar os olhos], disse dona Domingas, do residencial Santa Helena.

Todo mundo em União é sabedor de que o sistema de abastecimento de água da cidade está defasado e não tem mais capacidade de atender à demanda. A bomba de captação de água no Rio Parnaíba é de baixa capacidade; a ETA – estação de tratamento de água não consegue tratar mais que 50 litros de água por segundo; o reservatório só pode receber até 30% da capacidade projetada – o projeto era para 1,2 milhão de litros. Como a AGESPISA não tem mais o que dizer para os consumidores; restou escavar as ruas e passar uma falsa ideia de que está providenciando os reparos no sistema de abastecimento.

Na semana passada, o ex-presidente da AGESPISA, Vinicius Costa fala da situação da AGESPISA em União e afirmou que o sistema enfrenta dificuldades a partir da captação de água. Vinicius Costa disse também que a bomba de captação de água é um equipamento fabricado sob encomenda em uma fábrica do Rio Grande do Sul. Também na semana passada, o presidente da Câmara Municipal de União, vereador, Feitosa disse que o reservatório construído no morro do Apache não pode receber mais que 30% da capacidade, do contrário, pode estourar. Ou seja, as autoridades sabem a origem do problema! Mas e qual seria a solução?

Acabou a água!

Enquanto a solução nao vem, resta aos usuários improvisar para conseguir conseguir água para uso diário. Os reservatórios domésticos já estão vazios. O drama continua.

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