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Um reservatório que não serva. Uma captação que não capta e Um ETA que não trata!

O sistema de abastecimento de água de União possui um reservatório que não pode reservar água; uma centração de capação de água no Rio Parnaíba que não consegue captar água na quantidade necessária e uma Estação de Tratamento de Água que não consegue tratar água na quantidade que a demanda da cidade necessita.

O reservatório foi construído em 2009 e inaugurada em 2019 a toque de caixa e com material de baixa qualidade. Ao término da obra, não deram o tempo necessário para a curagem do concreto. Na mesma semana de conclusão aconteceu a inauguração. O projeto previa um reservatório de 1,2 milhão de litros. O antigo reservatório, construído na década de 1960 tinha capacidade de apenas 300 mil litros. Na ocasião do da inauguração, o novo reservatório foi cheio em sua capacidade. Mas no dia seguinte à festa inaugural, o reservatório teve de ser esvaziado às pressas sob risco de desabar e provocar uma grande tragédia – apareceram vazamentos em toda a circunferência do reservatório.

2010 – Vazamento no Reservatório da Agespisa em União

Após o grande migo, algumas tentativas de reparos no reservatório não deram muito certo e após várias tentativas, o reservatório de 1,2 milhão de litros está sendo usado, mas não pode armazenar mais do que 30% da capacidade projetada. Caso o reservatório seja cheio na totalidade, pode desmoronar.

A central de captação possui um equipamento defasado, não conseguem mandar água suficiente para a estação de tratamento de água. De acordo com diretores da AGESPISA, a bomba de captação não existe no mercado, é fabricada somente sob encomenda no Rio Grande do Sul. Com relação a bomba de captação, o vereador, Eduardo Bacelar disse ontem na tribuna da Câmara que a bomba de União é uma bomba que era usada em Miguel Alves. “Essa bomba de captação era usada em Miguel Alves e lá não estava dando conta do recado, foi substituída por outra mais potente, então a AGESPISA trouxe a bomba que não servia para Miguel Alves, uma cidade menor que União e é essa bomba que está sendo usada aqui”, disse Eduardo Bacelar.

A Estação de Tratamento de Água – ETA, construída nos anos 80 do século passado, também não consegue atender a demanda. Ou seja: chegamos ao ponto em que o reservatório não presta. A bomba de captação está com potência reduzida e a ETA saturada! O que falta para acontecer um colapso no sistema de abastecimento de água em União? O colapso já existe, só as autoridades não admitem tal coisa!

Atualmente, quando a água consegue chegar a alguns pontos da cidade, não chega na pressão necessária para subir às caixas d’água restando aos moradores improvisarem como podem. Hoje, a grande maioria das residências têm uma caixa de água instalada ao nível do solo com uma bomba Anauger instalada, quando a caixa do chão enche, a bomba é ligada e assim manda água para as caixas dentro de casa. Quem não pode comprar caixa e bomba, compra carro de mão que facilita o transporte de água dos poços.

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