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A falta de médicos no hospital de União virou rotina e na zona rural pacientes são atendidos debaixo de árvores

Enquanto na zona rural, médicos atendem moradores debaixo de árvores, no hospital não tem plantonista.

Crianças, homens e mulheres recebem atendimento médico debaixo de árvore na Santa Rita – o posto de saúde fechou em novembro do ano passado!

“Sou médico, sei como fazer”
A frase acima foi massivamente repetida durante o ano de 2016, no período antecedente ao pleito eleitoral daquele ano; o autor da frase de efeito, era ninguém menos que o conceituado médico cardiologista, Paulo Henrique Costa – PSD. A frase foi repetida toda vez o assunto era saúde pública municipal. A cada visita realizada, o médico Paulo Henrique perguntava ao anfitrião, qual era o serviço público que mais precisava de atenção e investimentos e a resposta quase sempre era a mesma: saúde! Diante da resposta, Paulo Henrique se sentia em casa, a vontade, pois é a “praia” dele.

Na condição de candidato, Paulo Henrique falava com domínio e prometia que se chegasse à prefeitura de União, a realidade da saúde mudaria! “Vou terminar o Centro Cirúrgico e vou concluir toda a reforma do hospital; o centro cirúrgico voltará a funcionar, traremos os melhores especialistas do São Marcos… sou médico, sei como fazer”! As promessas do médico para com a saúde soavam como música aos ouvidos dos unionenses. Além de prometer revolucionar a saúde, o médico Paulo Henrique era apresentado como “novo”, “o novo para uma nova União”! Por uma diferença mínima, Paulo Henrique vence Gustavo Medeiros. A vitória de PH foi muito comemorada e União manteve a tradição de não reeleger prefeito!

Paulo Henrique assume a prefeitura em janeiro de 2017 e recebeu uma prefeitura completamente com as contas equilibradas e com muito dinheiro em caixa. Os primeiros meses de gestão PH foram de completa calmaria, praticamente sem oposição e sem cobranças por parte da população. Mas aos poucos a população e a oposição foram percebendo que a nova gestão estava sem rumo! O dinheiro encontrado em caixa foi gasto e não houve nada de significativo que justificasse o esvaziamento dos cofres de forma tão rápida! Mais de R$ 3 Milhões de Reais foram gastos e não foram na conclusão da reforma do hospital! Não houve nenhum avanço na saúde!!

Cada mês que se passa mais a população sente o distanciamento da saúde pública em nosso município. Ambulâncias de David Caldas e Novo Nilo passaram um tempão indisponíveis aqueles dois grandes povoados, médicos, enfermeiros e dentistas começaram a faltar nas unidades básicas de saúde da zona rural; falta de medicamentos, vacinas e até seringas nas UBS’s e em repetidas ocasiões nem mesmo um simples papel para receituário havia nos postos. Então, a população se apercebeu que nada do que havia sido prometido pelo experiente e conceituado médico cardiologista, Paulo Henrique Costa estava sendo feito pelo prefeito PH! O “sou médico, sei como fazer”; não chegou ao prefeito, era só frase de efeito usado em campanha pelo candidato! Diante das inúmeras críticas, a saída da gestão tem sido reclamar da falta de recursos!

Se estão faltando recursos, por que a prefeitura compra produtos que chegam a mais de 100% do valor de mercado?
Se é falta de recursos o que justifica a prefeitura pagar mais de 100% de superfaturamento em alguns produtos comprados pela secretaria de saúde?

A reclamação da gestão é de que o governo do estado não está honrando com a contrapartida do cofinanciamento da saúde. O hospital de União chega a passar até 04 meses sem a contrapartida do governo do estado. Mas enquanto a gestão municipal reclama da falta de recursos; os balancetes da secretaria municipal de saúde revelam o superfaturamento em vários produtos adquiridos por aquela secretaria! Por exemplo: enquanto o comércio local vende o quilo de goma a R$ 4,50, a secretaria de saúde está comprando o mesmo produto por R$ 9,75 o kg, apenas para citar um exemplo. As nota fiscais acima,  revelam outras discrepâncias de preços basta comparar os produtos da nota com os preços no comércio local, em alguns produtos os valores superam em mais de 100% em comparação ao mercado local. Detalhe: os produtos em questão estão sendo comprados numa empresa investigada na Operação Boca da Polícia Federal, por superfaturamento da merenda escolar para a SEDUC – PI.

Exoneração da Diretora do Hospital de União, publicada na sexta feira 26/04 no Diário Oficial dos Municípios

Atualmente o hospital de União, se tem um diretor clínico, ninguém o conhece! A diretora geral do hospital entregou o cargo; a secretária de saúde já estaria sinalizado que também entregará o cargo. Os dois médicos que ficavam de plantão no hospital, resta apenas 1 e por repetidas vezes, o único médico plantonista se obriga a ficar por mais de 30 horas no hospital, pois nenhum outro médico quer ser plantonista e passar mais de 3 meses sem receber pagamentos. A falência da saúde pública unionense pode ser presenciada na imagem do próprio prefeito dando plantão médico no hospital, por que nenhum outro médico quer vir nas condições atuais. Outra imagem que retrata a realidade da saúde pública municipal é o que ocorreu na Santa Rita, semana passada; médico atendendo os moradores debaixo de árvores – sem a privacidade necessária, pois o posto de saúde daquela comunidade reformado  em 2016, foi fechado na gestão atual em novembro do ano passado.

Saúde pública improvisada em União!

No último sábado à noite, quem chegava ao hospital se separava com o desespero do único médico disponível, ele já estava de plantão por quase 30 horas, pois não havia substituto. Dr Valter estava muito preocupado diante da situação, inúmeras pessoas em busca de atendimento, o médico estava sem tempo até de cuidar das próprias necessidades especiais. E em pleno domingo só teria aparecido um novo plantonista após as 13 horas! E segundo os rumores de bastidores, a partir dessa semana, o hospital de União contará apenas com um médico por plantão. O fato é que nas condições atuais, o centro cirúrgico do hospital não tem condições de voltar a funcionar, até mesmo a parte reformada do hospital fica sem condição de funcionamento. O “sou médico, sei como fazer” parece está sem norte!

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