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Auditor do TCE: “o que falta de dinheiro na maternidade se usou fazendo farra”. O mesmo acontece em União

Um dos presentes em audiência, respeitado técnico do TCE testemunhou Secretário de Saúde afirmar que diretor da Evangelina Rosa não tem apoio da pasta. Por Rômulo Rocha - Do Blog Bastidores

Uma reportagem do portal 180graus.com, postada na tarde de quarta feira,24/04, cujo título é:  Auditor do TCE: “o que falta de dinheiro na maternidade se usou fazendo farra”; serve também para ilustrar o que acontece com o Hospital de União. No hospital José da Rocha Furtado, o governo do estado chega a atrasar até 04 meses ou mais, o repasse referente ao cofinanciamento aos municípios. O hospital de União está funcionando na base do improviso e sem as minimas condições de oferecer um atendimento digno à população; quase que diariamente falta médico plantonista no hospital, tal falta é motivada pelos atrasos nos pagamentos dos profissionais. Também com muita frequência, chega a faltar medicamentos básicos no hospital de União. Mas quado se trata da realização de festas, imediatamente o governo do estado ajuda o prefeito realizar os eventos, tem sido assim nos últimos dois carnavais.

Falta dinheiro para a aquisição de medicamentos e para os pagamentos dos médicos plantonistas, mas não falta dinheiro para realização de shows e eventos. O empenho que o prefeito e sua base têm em buscar verbas para realizar festas, falta quando o assunto é resolver os graves problemas de saúde que o município vivencia. O TCE bem que poderia concentrar esforços também em União! Veja abaixo, a matéria integral do 180graus.

“A PRIORIDADE DEVE SER A VIDA”

 

O auditor de controle externo do Tribunal de Contas do Estado (TCE) – e um dos conceituados técnicos dentro da rede de controle do Piauí – José Inaldo Oliveira e Silva foi enfático ao tratar sobre a zorra que se transformou a Maternidade Evangelina Rosa:

“(…) o que falta de dinheiro hoje na maternidade, se usou mais para matar cupim e barata nesse Estado, bem como se gastou mais fazendo farra e carnaval fora de época”.

É o que diz ata de audiência pública que ocorreu no dia 21 de novembro de 2018, após o período eleitoral, para tratar de um local marcado pelas inúmeras mortes de mães, recém-nascidos e a má-gestão pública.

No encontro estavam presentes o Ministério Público, o secretário de Saúde Florentino Neto, além de vários membros de órgãos de controle e da sociedade civil organizada, menos o diretor da maternidade, Francisco de Macedo.

Diante da declaração direta, com críticas ao sistema, não é preciso muito para entender que quando larápios do dinheiro público atuam, a conta chega, e chega para a população, o extremo mais fraco.

Homem da inteligência, auditor Inaldo cita farras com dinheiro público
Homem da inteligência, auditor Inaldo cita farras com dinheiro público 

Em outro ponto da sua fala, o auditor rememorou o que o secretário de Saúde havia falado nesta mesma audiência, minutos antes – tema de matéria publicada esta semana neste portal (VEJA AQUI) -, que não concordava com a administração da maternidade Evangelina Rosa, tocada por Francisco de Macedo.

Diz o documento: “Relembrou que o Secretário afirmou que o atual diretor não possui o seu aval. Declarou que um diretor deve atender a alguns aspectos básicos: competência, habilidade e atitude”. Ou seja…

Mais na frente assevera que “na governança pública a prioridade deve ser a vida, a saúde”, para concluir sobre as gastanças desnecessárias, através das quais há muitas suspeitas de desvios de dinheiro.

Afinal de contas, quem é capaz de esquecer das dedetizações inexistentes para surrupiar do erário.

Veja trecho da fala do auditor:

 

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