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Prefeitura de União diz que está fazendo coleta seletiva de lixo. Mas será que está dentro das recomendações do Ministério do Meio Ambiente

Apenas a instalação de recipientes colocados em pontos estratégicos não significa coleta seletiva

A prefeitura de União começou a instalar recipientes para coleta seletiva de resíduos sólidos, em pontos estratégicos da cidade. Os recipientes estão sendo distribuídos na Avenida Filinto e nas Praças. Ao iniciar a instalação dos depósitos, a prefeitura começou a divulgar que agora a cidade de União tem coleta seletiva de lixo. Veja a nota publicada na fanpage da prefeitura!

NOTA DA FANPAGE DA PMU

UNIÃO CONTA COM PROJETO DE COLETA SELETIVA DO LIXO

A Prefeitura Municipal de União adquiriu, através das Secretarias de Obras, Agricultura e Meio Ambiente, lixeiras para coleta de lixo seletivo. A ação é um dos primeiros passos de um olhar voltado para o cuidado com o meio ambiente que nunca teve os devidos cuidados em União. As lixeiras já foram instaladas na Avenida Filinto Rêgo e em algumas praças da cidade.

Para o prefeito, Dr. Paulo Henrique, a ação é de grande importância. “É mais uma forma de otimizar a coleta do lixo em nossa cidade. Estamos trabalhando para melhorar a cada dia a nossa limpeza pública e esta campanha da coleta seletiva veio para somar a este processo. Outras ações serão realizadas para melhorar mais”, destacou.

O secretário de Agricultura, Amaury Rachid, destacou a parceria entre as secretarias. “A parceria garante ações como esta para conscientização da população. Estamos juntos na busca por soluções para os problemas do município e a limpeza pública passa diretamente pelas ações da pasta do Meio Ambiente”, informou.

“É o primeiro passo para adequar União a lei ambiental que nunca foi respeitada no nosso município. Agora, estamos começando a Educação Ambiental nas escolas, distribuição de folhetos, buscando a conscientização da população. A gestão já contratou uma empresa que faz a limpeza no município, inclusive com dois veículos novos. Pedimos a consciência da população em usar de maneira correta as lixeiras, separando o lixo de acordo com cada tipo”, comentou David Miranda, assessor da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente.

Contatamos com a assessoria da prefeitura, para saber como se dará a coleta seletiva na cidade, mas ainda não obtivemos resposta! Mas você sabe como é realmente a coleta seletiva de lixo? Não basta apenas instalar coletores em pontos estratégicos. Para a existência de coleta seletiva adequada, é necessário a destinação corretar dos resíduos sólidos separados pelos recipientes. Abaixo estão as explicações do Ministério do Meio Ambiente sobre o tema!

Coleta seletiva é a coleta diferenciada de resíduos que foram previamente separados segundo a sua constituição ou composição. Ou seja, resíduos com características similares são selecionados pelo gerador (que pode ser o cidadão, uma empresa ou outra instituição) e disponibilizados para a coleta separadamente.

De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a implantação da coleta seletiva é obrigação dos municípios e metas referentes à coleta seletiva fazem parte do conteúdo mínimo que deve constar nos planos de gestão integrada de resíduos sólidos dos municípios.

Por que separar os resíduos sólidos urbanos?

Cada tipo de resíduo tem um processo próprio de reciclagem. Na medida em que vários tipos de resíduos sólidos são misturados, sua reciclagem se torna mais cara ou mesmo inviável, pela dificuldade de separá-los de acordo com sua constituição ou composição. O processo industrial de reciclagem de uma lata de alumínio, por exemplo, é diferente da reciclagem de uma caixa de papelão.

Por este motivo, a Política Nacional de Resíduos Sólidos estabeleceu que a coleta seletiva nos municípios brasileiros deve permitir, no mínimo, a segregação entre resíduos recicláveis secos e rejeitos. Os resíduos recicláveis secos são compostos, principalmente, por metais (como aço e alumínio), papel, papelão, tetrapak, diferentes tipos de plásticos e vidro. Já os rejeitos, que são os resíduos não recicláveis, são compostos principalmente por resíduos de banheiros (fraldas, absorventes, cotonetes…) e outros resíduos de limpeza.

Há, no entanto, uma outra parte importante dos resíduos que são os resíduos orgânicos, que consistem em restos de alimentos e resíduos de jardim (folhas secas, podas…). É importante que os resíduos orgânicos não sejam misturados com outros tipos de resíduos, para que não prejudiquem a reciclagem dos resíduos secos e para que os resíduos orgânicos possam ser reciclados e transformados em adubo de forma segura em processos simples como a compostagem. Por este motivo, alguns estabelecimentos e municípios tem adotado a separação dos resíduos em três frações: recicláveis secos, resíduos orgânicos e rejeitos.

Quando esta coleta mínima existe, os resíduos recicláveis secos coletados são geralmente transportados para centrais ou galpões de triagem de resíduos, onde os resíduos são separados de acordo com sua composição e posteriormente vendidos para a indústria de reciclagem. Os resíduos orgânicos são tratados para geração de adubo orgânico e os rejeitos são enviados para aterros sanitários.

Como funciona a coleta seletiva?

As formas mais comuns de coleta seletiva hoje existentes no Brasil são a coleta porta-a-porta e a coleta por Pontos de Entrega Voluntária (PEVs). A coleta porta-a-porta pode ser realizada tanto pelo prestador do serviço público de limpeza e manejo dos resíduos sólidos (público ou privado) quanto por associações ou cooperativas de catadores de materiais recicláveis. É o tipo de coleta em que um caminhão ou outro veículo passa em frente às residências e comércios recolhendo os resíduos que foram separados pela população.

Já os pontos de entrega voluntária consistem em locais situados estrategicamente próximos de um conjunto de residências ou instituições para entrega dos resíduos segregados e posterior coleta pelo poder público.

Qual a diferença entre Coleta Seletiva e Logística Reversa?

A logística reversa é a obrigação dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de determinados tipos de produtos (como pneus, pilhas e baterias, lâmpadas fluorescentes…) de estruturar sistemas que retornem estes produtos ao setor empresarial, para que sejam reinseridos no ciclo produtivo ou para outra destinação ambientalmente adequada.

Enquanto a coleta seletiva é uma obrigação dos titulares dos serviços de manejo de resíduos sólidos (poder público), a logística reversa é uma obrigação principalmente do setor empresarial pois, em geral, tratam-se de resíduos perigosos.

Em novembro de 2015, o Governo Federal assinou com representantes do setor empresarial e dos catadores de materiais recicláveis o acordo setorial para a logística reversa de embalagens em geral. Este é um acordo no qual o setor empresarial responsável pela produção, distribuição e comercialização de embalagens de papel e papelão, plástico, alumínio, aço, vidro, ou ainda pela combinação destes materiais assumiu o compromisso nacional de cumprir metas anuais progressivas de reciclagem destas embalagens.

Em sua fase inicial de implantação (24 meses) esse sistema priorizará o apoio a cooperativas de catadores de materiais recicláveis e a instalação de pontos de entrega voluntaria de embalagens em grandes lojas do comércio. O sistema também traz a possibilidade de integração com a coleta seletiva municipal, nesses casos devem ser feitos acordos específicos entre o setor empresarial e os serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos dentro da área de abrangência do acordo setorial e os operadores do sistema de logística reversa.

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