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PT deixou caos como herança no Rio Grande do Sul

PT implantou o caos administrativo no Estado do Rio Grande do Sul. Governador tenta controlar a situação, que está cada dia mais tensa

Matéria de Zero Hora em sua edição deste sábado relata os incidentes havidos no Parque de Exposições Assis Brasil durante o discurso do governador Sartori na abertura da Expointer.

Políticos vão à rua para vaias e para aplausos. Então, que vaiem o governador faz parte do jogo. Mas que o responsabilizem pelo atraso nos salários dos funcionários é um péssimo indicativo sobre a capacidade de discernimento dos manifestantes. Sartori não é mágico e não imprime dinheiro. Em quatro anos, seu antecessor, Tarso Genro, fez contra as finanças do Rio Grande aquilo que o PT levou 12 anos para fazer contra as contas nacionais. Tarso foi muito mais eficiente. Não obstante, assim como Lula e Dilma não põem o pé na calçada, não aparecem espontaneamente em público, Tarso mudou-se do Rio Grande do Sul para o Rio de Janeiro.

O mais impressionante, porém, nos protestos de ontem, durante a inauguração da Expointer, foram as manifestações contra a lei de responsabilidade fiscal estadual, expressas justamente por servidores públicos, que se contam entre as primeiras vítimas da gestão irresponsável dos recursos estaduais. Quando um petista, referindo-se à indispensável moderação e prudência no gasto do Estado, afirma o velho bordão "nós não nos submetemos a essa lógica neoliberal", ele está fazendo duas coisas: está dizendo que vai usar mal, imprudente e prodigamente os recursos da sociedade, e anunciando que, no futuro, vai faltar dinheiro para pagar vencimentos e prestar serviços. Como acontece na casa de qualquer um.

Os servidores, por dependerem do Estado para fins alimentares, deveriam ser os primeiros e os maiores interessados em que: 1º) as finanças públicas se mantenham saudáveis; 2º) as despesas caibam dentro das receitas; e 3º) os órgãos de controle coíbam todos os abusos e descumprimentos dos limites impostos por uma legislação tão saudável quanto necessária a eles mesmos. E à sociedade que paga impostos. A manifestação de ontem é sinal de que nada aprenderam com as atuais dificuldades do Estado. Ainda creem que o poço não tem fundo.

 

Fonte: puggina.org
Data publicação: 05/09/15, 19h23

 

 

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