Portal de União

Educação paga linhas fictícias para transportar estudantes

 

 

Um esquema de corrupção que envolve desvio de dinheiro do transporte escolar está sendo apurado pela Secretaria Estadual de Educação (SEDUC) e pelo Ministério Público Federal (MPF), por envolver recursos do Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica). O desvio de dinheiro acontecia nas rotas de transporte dos estudantes para as escolas, que é financiado pelo poder público. Os contratos eram feitos para os ônibus transportarem os alunos, os valores eram pagos, mas não operavam as linhas.

O MPF vai apurar casos de evolução patrimonial incompatível com a renda no caso dos envolvidos no esquema. A Polícia Federal foi acionada para investigar alguns casos em alguns municípios, e se há desdobramentos do esquema em outros serviços que envolvem dinheiro público. A SEDUC abriu auditoria para apurar o funcionamento de mais de mil rotas escolares para transportar mais de 33,6 mil alunos em 200 municípios.

Os valores pagos para operar o transporte escolar variam de R$ 700 a R$ 5 mil, dependendo da quilometragem rodada. Os contratos são feitos levando em consideração o quilômetro rodado, a quantidade de dias letivos e o valor por quilômetro.

As investigações já constataram irregularidades nas rotas de transporte escolar em União e Lagoa do Piauí. Nos dois casos, há apuração da PF para identificar os responsáveis pelo desvio de dinheiro do transporte escolar. Nesses dois casos os pagamentos foram suspensos e os responsáveis pelo setor foram afastados, exonerados do cargo.

No município de União foram contratadas cinco rotas, mas apenas uma operava. Os valores mensais dos contratos eram de R4 7,5 mil. O responsável pela contratação beneficiou seu pai e o irmão, com os contratos, e ainda aproveitavam o transporte escolar municipal para fazer a mesma rota estadual. Isso foi apurado por uma auditoria interna da SEDUC.

"Acreditamos que os alunos eram transportados, porque não houve reclamação nesse sentido. O problema um veículo era contratado para fazer isso e não fazia. Recebia sem prestar o serviço. Em União, o supervisor de Educação foi exonerado. Em Lagoa do Piauí o Ministério Público está concluindo a investigação.", confirmou a assessoria da Secretaria de Educação.

Em Lagoa do Piauí os pagamentos foram suspensos e os contratos rescindidos, mas os carros foram substituídos para não incorrer em prejuízo para os estudantes e nem ocasionar em evasão escolar, segundo informou a SEDUC.

Para esclarecer se não há mesmo esquema de desvio de dinheiro público nas rotas de transporte escolar, uma empresa foi contratada para auditar todas as rotas e averiguar a situação de cada uma. São mais de mil. A SEDUC acredita que houve casos isolados, mas optou por contratado uma auditoria para ter segurança nos contratos que foram firmados e ter a garantia da prestação do serviço e averiguando a planilha de custos e verificar se não há distorções.

Fonte:http://www.diariodopovo-pi.com.br/VerNoticia.aspx?id=7107
21/11/2011 09:00:00- Política

 


 

Em 21/11/11, 09:04

busca
recentes
Galeria de Imagens
GEOGRAFIA

GEOGRAFIA

Igrejas e Capelas

Igrejas e Capelas

GaleriaMix

GaleriaMix

Pela primeira vez, o desfile cívico aconteceu na região da comunidade Tabocas

Prefeito Gustavo Medeiros fala sobre a situação encontrada na prefeitura de União

Folha de União Nº86

Folha de União Nº85