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  • O cigarro ou a liberdade?



  • O Congresso acaba de aprovar uma lei de combate ao tabagismo que, entre outras coisas, proíbe o fumo em locais fechados. A decisão não protege só os frequentadores eventuais de um restaurante, casa noturna ou bar, mas também os trabalhadores do setor, como garçons, atendentes e DJs. Até os fumantes saem ganhando, já que acabam fumando menos.




    O projeto aprovado contém, no entanto, um sério retrocesso: permite a volta da publicidade de indústrias de cigarro em eventos culturais, sociais e esportivos, que havia sido proibida no fim dos anos 1990, durante o governo do presidente Fernando Henrique. Espera-se que a presidente Dilma vete esse dispositivo. Convém lembrar que, no início do governo Lula, houve Medida Provisória que suspendeu temporariamente essa proibição por causa da Fórmula-1.


    Todos sabem que, como ministro da Saúde como governador de São Paulo, estou na origem das medidas que restringem seriamente o consumo de tabaco. Preconceito? Intolerância pessoal? Tentação de invadir direitos individuais? Não! Agi movido pela ética da responsabilidade. O que fiz em relação ao cigarro espelha o entendimento que tenho de políticas públicas; evidencia uma abordagem e uma estratégia.


    Não venho da área de Saúde, como todos sabem. Quando decidi, no entanto, aceitar o convite do presidente Fernando Henrique para assumir o ministério da área, em 1998, tinha algumas convicções sobre esse setor, tão fundamental para a vida dos brasileiros. Considerava claro, por exemplo, que a demanda por atendimento de Saúde se expandiria numa velocidade superior à capacidade de milhões de pessoas de arcarem com o custo do serviço. Parecia-me evidente, também, que o modelo de atendimento ainda estava voltado principalmente para minorar os efeitos de doenças manifestas já em sua fase mais aguda. Sem prejuízo de melhorar esse serviço, entendi que era preciso ampliar e reforçar o que chamarei aqui de “Modelo 2”: ênfase na prevenção e nas doenças crônicas em suas etapas iniciais, o que, além de beneficiar os doentes, teria um impacto positivo, no médio e no longo prazos, nos custos do setor.


    Pensava então, e penso ainda, que não faz sentido aguardar que o portador de diabetes ou de hipertensão, por exemplo, tenha seu quadro agravado para atendê-lo numa unidade de emergência. Dou um exemplo eloquente, emblemático, desse “Modelo2”: o programa de tratamento permanente dos portadores do vírus da Aids, que implantamos, além de salvar vidas (com qualidade), contribui para poupar recursos à medida que menos pessoas têm de ser atendidas pelo SUS em situações de emergência. O tratamento com os retrovirais impede que se chegue aessa situação. Ganha o doente, e ganha o sistema de Saúde.


    Para fortalecer o “Modelo 2”, além do Programa de Saúde da Família, da expansão e barateamento dos medicamentos, dos mutirões de exames e de numerosos programas de prevenção de doenças, decidimos atacar de frente uma questão que permanecia, na prática, intocada: a do cigarro, um dos principais fatores de risco para as doenças crônicas e graves. Foi a primeira vez que se fez uma ofensiva desse tipo no Brasil, que, rapidamente, assumiu uma posição de vanguarda internacional na luta antitabagista. Ganhamos até prêmio da Organização Mundial da Saúde, recebido, diga-se, pelo então embaixador em Genebra do governo Fernando Henrique, Celso Amorim, depois ministro de Relações Exteriores de Lula e atual ministro da Defesa. Amorim se beneficiou pessoalmente de uma política pública, mas de modo virtuoso: largou o cachimbo…

     

    Por que implicar com o cigarro? Além de conceder centenas de entrevistas a respeito, escrevi, na ocasião, alguns textos breves (Veja Cigarro a propaganda que faz mal, O cigarro e as pedras, Tabagismo: confissão mórbida publicados neste site). O cigarro é mortal. Eleva estupidamente o risco do desenvolvimento de câncer e de doenças pulmonares e cardíacas. Também responde, em grande medida, pela má qualidade de vida das pessoas de mais idade.


    Acreditamos que era possível implantar políticas públicas para diminuir o consumo, pelo lado da demanda: proibir a propaganda, essencialmente enganosa e voltada para os jovens, associando o tabaco ao bem-estar, ao vigor físico, à virilidade e à boa aparência, tudo aquilo que o cigarro aniquila. Passou a ser obrigatório estampar nos maços fotos que retratam as doenças causadas pelo vício. Fizemos campanhas educativas no rádio e na TV. Trouxemos ao Brasil um americano que relatou, numa entrevista na TV, a dura morte de seu irmão, com câncer no pulmão. Esse irmão era ninguém menos do que o antes mundialmente famoso “cowboy do Marlboro”. Diga-se: antes de começar a ofensiva fizemos pesquisa e 86% das pessoas aprovaram a idéia.


    O cigarro é um flagelo. Noventa por cento dos fumantes no Brasil adquiriram o vício entre os 5 e os 19 anos. A estratégia da indústria era e é a conquista desse público, não a manutenção do hábito adquirido pelos já fumantes. O motivo é simples: 70% dos que fumavam declaravam, há dez anos, que gostariam de largar o cigarro, mas não conseguiam. Esse percentual deve ser maior hoje. Há aspectos da dependência química em nicotina que chegam a ser piores do que a do álcool e de outras drogas.


    No governo de São Paulo, decidimos enfrentar a questão do fumo involuntário. Instituímos a lei que proíbe o cigarro em lugares públicos fechados. A despeito das críticas infundadas — dizia-se, por exemplo, que essa medida causaria desemprego nos bares, restaurantes e casas noturnas — ou da torcida contrária da oposição, a lei pegou, pois a campanha foi bem organizada e a população apoiou e passou a cooperar na fiscalização. Tanto é assim que se espalhou por outros estados. Agora, o Congresso a torna nacional. Maravilha.

     

    Quando ainda ministro, recebi em meu gabinete um homem educado, presidente de uma gigante do tabaco. Lembro-me da essência da nossa conversa:


    — Obrigado por me receber, ministro. Eu queria expor-lhe o pensamento da nossa empresa. Achamos, se o senhor me permite dizer, exagerada a ofensiva do governo contra a indústria de cigarros.


    — O senhor sabe que eu não tenho nada contra quem produz. Pelo contrário. O problema é seu produto. Nós não estamos proibindo ninguém de fumar. Mas, sim, mostrando às pessoas quais são os perigos desse hábito. Diga-me uma coisa: o senhor fuma?


    — Fumo, sim. E estou bem, como pode ver. Tenho vida saudável. Jogo tênis.


    — Cigarro parece que não faz mal até fazer mal. Tem filhos adolescentes?


    — Tenho.


    — Eles fumam?


    — Não.


    — E se lhe perguntarem se devem fumar, se lhe pedirem um conselho, o que diria?


    — Não recomendaria.


    — Mas recomenda o cigarro para os filhos dos outros?


    José Serra - Ex-ministro da saúde



    Em 09/12/11, 10:25

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  • “O importante não é dar o peixe, mas ensinar a pescar”, provérbio Chinês



  • O prefeito de União, Zé Barros, pratica o completo oposto do que prega o provérbio Chinês acima. Por que ensinar a pescar é melhor que dar o peixe? Ensinar a pescar, seria o mesmo que oferecer condições de o “faminto” adquirir liberdade, enquanto que dar o peixe é o mesmo que criar uma situação de dependência.

    Povo livre vota em quem quer. Povo dependente nem tanto. O cantor piauiense, Lázaro, em uma de suas músicas, destaque em verso que: “a fome é má conselheira”. E o PT sabe muito bem disto.

    Para o prefeito de União, “dar o peixe” é melhor que “ensinar a pescar”. Mas Zé Barros não está empurrando somente peixe no povo. Empurra milho, melancia e mandioca também.

    Em uma das distribuições de peixes pela zona rural, um morador não aceitou trocar seus dados pessoais: RG, TE e CPF em troca de um quilo de peixe. “Meu voto é muito valioso para ser trocado por um quilo de peixe”, disse um morador da localidade Montanhas.

    Enquanto Zé Barros dar o peixe, o povo fica sem saúde. Por exemplo, um cidadão da zona rural estava com uma cirurgia agendada para quarta-feira passada no Hospital de União, mas quando estava em cima da mesa cirúrgica, a equipe médica constatou que não havia material para realizar a cirurgia. O cidadão foi mandado para casa. Só Deus sabe quando é que a cirurgia vai acontecer. Ou seja, tem dinheiro para dar peixe, mas não tem dinheiro para comprar um material de sutura do Hospital. Tem dinheiro para comprar combustível de uma empresa sediada em Barueri – São Paulo, mas não tem dinheiro para comprar a tampa de combustível do Fiat Uno da saúde. Tem mais de 2 milhões de reais (ano) para alugar carros de uma empresa cuja sede não tem espaço para guardar um carro de mão, mas não tem carro para atender a uma parturiente em trabalho de parto. Tem dinheiro para contratar a preço de ouro uma empresa de informática, mas os laboratórios de informática das escolas estão todos sem funcionar.

    Ensinar informática é ensinar a pescar. Oferecer educação de qualidade é ensinar a pescar. Mas garante liberdade e com isto não se conquista votos.

    “É muito melhor a gente distribuir peixe, melancia, milho e mandioca na zona rural que dentro da cidade. O povo do interior é muito mais comportado, os da cidade são tão mal educados, que invadem tudo”, frase de um assessor do prefeito. “E esse negocio de ensinar a pescar é uma bobagem, é muito melhor dar logo peixe para esse povo faminto, que ensinar eles a pescar”, frase de outro assessor.


    Em 25/11/11, 11:16

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  • Eleição do Conselho Tutelar de União, inscrições abertas



  • Está aberto a partir de hoje (22) e vai até 05 de dezembro, o período de inscrição para quem deseja disputar a Eleição do Conselho Tutelar de União. A eleição acontece dia 15 de janeiro. Pode participar da eleição quem se enquadrar nos seguintes pré-requisitos:

    • Reconhecida idoneidade moral;
    • Ter idade superior a 21 anos;
    • Residir no município há mais de 02 anos;
    • Ter domicilio eleitoral no município e está em dia com suas obrigações eleitorais;
    • Escolaridade mínima: ensino médio completo;
    • Dentre outros.

    É considerado portador de idoneidade moral, aquela pessoa que não tenha envolvimentos com atos que desabonem sua conduta perante a sociedade, tais como: uso de drogas (bebida alcoólica inclusive), exploração de trabalho infanto-juvenil, prostituição, maus tratos e outras situações que ponham em risco crianças e adolescentes.

    As inscrições estão sendo realizadas na Casa dos Conselhos, Rua Sesóstres Correia, centro, no horário de 08horas da manhã ao meio dia. O candidato (a) deverá está munido da seguinte documentação: Certidões Negativas Criminais, RG, CPF, título de eleitor ou comprovante de votação (cópias). A escolha dos candidatos (a) se dará em três etapas: inscrição, prova de aferição de conhecimentos do estatuto da criança e adolescente – ECA, artigos 131 a 140 e eleição dos candidatos aprovados na prova de aferição.

    Maiores informações com a comissão eleitoral na Casa dos Conselhos, próximo à garagem da Translopes.


    Em 22/11/11, 13:55

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  • Internet significa agilidade, certo? Não em União



  • União é uma cidade distante apenas 52 km da Capital e faz parte da Região Integrada Metropolitana de Teresina. Mas quais os benefícios que União tem por fazer parte de uma Região Metropolitana? Nenhum!

    Navegar na internet em União é no mínimo um teste de paciência! A cobertura de internet na cidade se dar por meios precários: via rádio, Claro e Tim (2g) e, Oi Vellox. Sendo a vellox a internet que mais se aproxima da agilidade, isto quando funciona. É comum o usuário está navegando e a conexão cair.

    Pela Tim e Claro, é impossível navegar. Para você conseguir abrir uma pagina demora até meia hora, sem nenhum exagero. E quem compra um plano nas duas operadoras mencionadas, acredita está comprando internet em alta velocidade, banda larga, 3G; mas para conseguir se conectar em alta velocidade você precisa ir a Teresina.

    A internet via rádio, alem de ser muito lenta, a conexão cai com muita freqüência. Resumindo, os usuários de internet em União deveriam era ser pagos e não pagar para usar uma coisa que não funciona. Os preços são exorbitantes por um serviço arcaico, R$ 80,00 em média.

    _ Eu mesmo tenho um plano de internet, cujo valor mensal é R$ 80,00. Quando estou em Teresina, consigo navegar em alta velocidade, baixo áudio e vídeo com muita rapidez. Mas moro e trabalho em União. E em União não consigo abrir nem arquivo de texto!

    Por que União não tem uma internet ágil, que funcione de verdade? Até quando União vai continuar refém do marasmo? O título acima resume tudo!  


    Em 15/11/11, 11:12

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  • Falta de água virou rotina em União



  • Há pelo menos dois anos, a população de União vem sofrendo quase que diariamente com a falta de água nas torneiras e a AGESPISA não dar nenhuma explicação. Alguns investimentos foram feitos pelo governo do estado nos últimos anos, mas efetivamente  tais investimentos ainda não trouxeram nenhuma solução definitiva para por fim a este drama. Sim a falta de água é um drama em União.

    O reservatório com capacidade para 1,2milhão de litros de água, inaugurado em março de 2010 está sem utilidade, apresentou vazamentos em toda sua circunferência. A tubulação foi trocada em aproximadamente 20% da cidade. Novas bombas foram compradas. Mas nada disso resolveu o problema. Hoje (sábado 05 de novembro) não há água nas torneiras. A falta de água é uma rotina que já mais vai fazer a população acostuma-se com ela.  Até quando União vai ter que conviver com a falta de água?


    Em 05/11/11, 10:22

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  • Hospital de União está há meses sem aparelho de Raio X



  • O Hospital de União está há quase três meses sem o aparelho de Raio X. A maquina está quebrada e segundo funcionários do hospital, quase toda semana vem uma empresa fazer o orçamento, mas como o valor é alto, a prefeitura contata outra empresa e assim o tempo vai passando e as pessoas que precisam fazer um Raio X, têm que se deslocar até Teresina.

    Outro problema relatado por funcionários do Hospital é a falta de lençóis e camisolas para os pacientes. Quem é internado no Hospital de União tem levar sua própria roupa de cama e pijama, os do hospital estão sem condições de uso.


    Em 01/11/11, 10:31

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